Caí numa parceria cilada… E agora?

Você já deve ter passado por essa situação. Aceitou uma proposta de parceria que parecia de alguma forma interessante, seja pelo network , pelo valor a receber ou pelo desafio de desenvolver algo diferente. Mas logo de cara percebe que entrou numa fria.

Se pudesse voltar atrás recusaria, passaria para outra pessoa e sairia pela tangente. Mas simplesmente não pode!  Se comprometeu, pessoas estão contando com você e não ficaria bem pra sua reputação abandonar o barco. Então… Você se desdobra, arruma tempo, fôlego, motivação e principalmente ativa o botão responsabilidade e vai com aquela vontade de fugir.

parceria cilada

Chega o dia e você está com raiva de si mesma, se remoendo, se culpando por não ter percebido que era uma furada. Bate aquele desespero:

“Nunca mais vou me comprometer a falar na frente de todo mundo. Eu sei que não sou boa nisso. Não sei porque eu achei que seria diferente dessa vez. Eu sou uma tonta.”

Depois de 5 minutos:

“Nunca mais vou me comprometer a falar na frente de todo mundo. Eu sei que não sou boa nisso. Não sei porque eu achei que seria diferente dessa vez. Eu sou uma tonta.”

10min:

“Nunca mais vou me comprometer a falar na frente de todo mundo. Eu sei que não sou boa nisso. Não sei porque eu achei que seria diferente dessa vez. Eu sou uma tonta.”

Esse ano já passei por isso 3X. Uma pessoa bacana faz o convite, eu impulsivamente aceito e na hora H me lasco. Ou é longe demais, ou tenho que fazer algum trabalho “na amizade”, ou tive que cancelar algo importante porque não considerei a agenda cheia.

Aprendi uma ilustração muito valiosa pra esses momentos.

Imagine que você está fazendo uma trilha e aparece um rio. Você quer terminar seu trajeto e toma a decisão de atravessá-lo. Depois que entra e sente a água gelada, a força da correnteza, o tempo real de esforço, pode ser que venha uma vontade de voltar atrás. Mas já não é mais hora de decidir. É hora de assumir, calar essa conversa interna destrutiva, fazer o melhor que puder e focar somente no que importa: terminar a travessia. E quando chegar, focar em voltar, se for o caso. E somente depois  fazer avaliações ponderadas:

  • Valeu a pena?

  • O que eu aprendi?

  • O que acrescentei pro mundo?

  • Eu faria de novo?

  • Quais condições dessa proposta poderiam ser mudadas, para que eu pudesse repeti-la sem me sentir numa cilada?

Tudo é aprendizado e até mesmo as ciladas nos ensinam a identificar riscos no futuro. Então se você se sente assim agora, esvazie a mente, assuma suas decisões com sabedoria, sem culpa.

E quando terminar não perca a oportunidade de avaliar e ajustar as velas pras próximas viagens.

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